terça-feira, 21 de maio de 2013

Atletas do Ceir se apresentam na Nova Potycabana

A Reabilitação Desportiva é uma das nove terapias que auxiliam no tratamento ofertado pelo Ceir.

Thaís Araújo            

Atletas do Ceir se apresentam na Nova Potycabana (Foto:Ascom Ceir)
          
    No primeiro fim de semana, após a reabertura do Parque Potycabana, muitos teresinenses aproveitaram o domingo (19), para conhecer a nova área de lazer da capital. Quem foi ao local, além de desfrutar da estrutura física do parque - que conta com quadras poliesportivas, ciclovias, quiosques e pistas de skate – também se deparou com apresentações esportivas e culturais, como uma roda de capoeira e um jogo de futebol com time formado por pacientes em tratamento no Centro Integrado de Reabilitação (Ceir).

Atletas do Ceir se apresentam na Nova Potycabana(Foto: Ascom Ceir)
 
   Durante todo o dia, vários grupos e atividades distraíram o público que compareceu ao parque Potycabana. No início da noite, a roda de capoeira, formada por jovens e crianças que são pacientes do Ceir, se apresentou no espaço. O gingado e a habilidade da turma chamaram a atenção de quem passava pelo local.

“Não conhecia esse trabalho e nem pensei que ele pudesse colaborar com a reabilitação de pessoas. Estou impressionada com o resultado e em ver a felicidade das crianças por conseguirem fazer os movimentos”, afirmou a comerciária Marcília Feitosa, que mora no bairro Santo Antônio, na zona Sul de Teresina, e foi conhecer o parque com a família.
   Quem também mostrou as habilidades esportivas na Potycabana, na noite desse domingo (18), foi o time de futebol de amputados do Ceir. Eles disputaram várias partidas com times formados por desportistas que estavam no parque. “Eles são um exemplo de superação”, definiu Gustavo Souto, de 18 anos, que jogou uma das partidas contra o time do Ceir.
Atletas do Ceir se apresentam na Nova Potycabana(Foto: Ascom Ceir)
 
   A Reabilitação Desportiva é uma das nove terapias que auxiliam no tratamento ofertado pelo Ceir. Além da capoeira e do futebol, os pacientes ainda são inseridos em atividades como basquete e natação. Todo o trabalho é coordenado pelo educador físico Childerico Robson. “Nós queremos agradecer a oportunidade de mostrar um pouco do trabalho que desenvolvemos no Ceir para ajudar estas pessoas a superarem suas limitações físicas”, disse Childerico.

   A Potycabana foi reaberta na última quinta-feira (16), após mais de um ano em reforma. Ao todo, a revitalização custou cerca de R$ 8 milhões. Com o trabalho, a área de mais de 46 mil m² de área construída foi ocupada por pista de skate e de caminhada, ciclovias e sete quadras poliesportiva. A estrutura conta, ainda, com vestiários, campo de futebol, lanchonetes e dois palcos para apresentações culturais. 
 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Paratletas do Ceir: quem menos anda, voa

No Ceir, para a reabilitação desportiva, são oferecidos esportes como a capoeira, natação, futebol, basquete e dança.


Glenda Uchôa 
  
           Capoeira no Ceir: Professor Childerico e Naiara Beatriz (Foto:Ascom Ceir)
   
“Eles sabem que podem vencer barreiras, alcançar suas metas e objetivos, no esporte tudo é possível. Eu costumo dizer a eles: quem menos anda, voa. Aqui, quem menos anda, voa”. A afirmação dita com segurança é do reabilitador desportivo do Centro Integrado de Reabilitação (Ceir), Childerico Robson que, através do esporte oferecido pela instituição, ajuda a transformar a vida de centenas de pacientes com deficiência física atendidos pelo Centro.
No local, para a reabilitação desportiva, são oferecidos esportes como a capoeira, natação, futebol, basquete e dança. Todas as modalidades acontecem de forma adaptada para cada necessidade dos pacientes.

Joelson Pessoa, paratleta(Foto: Kalberto Rodrigues/CCom)
Joelson Pereira, 25 anos, é a prova que o esporte tem a capacidade de provocar mudanças de vida. Há três anos e quatro meses sem ter a mobilidade das pernas, depois de sofrer um acidente de trabalho que o deixou paraplégico, a natação iniciada no Ceir lhe apresentou possibilidades outras, que Joelson dizia ser difícil recobrar, como a reconquista da independência e a sensação de voltar a ter uma vida normal.
“Sinto meu corpo mais forte e na água eu relaxo mais. Nem imagino mais a vida longe das piscinas”, relata Joelson. Ele teve uma identificação tão forte com a natação, que a terapia deixou de ser apenas um meio de reabilitação e transformou-se, também, em uma prática competitiva. O rapaz já participou de dois campeonatos depois de ser integrado no Ceir.
O reabilitador físico explica que os pacientes que mostram aptidão para competições são enquadrados em uma nova modalidade de terapia, voltada para campeonatos. “Muitas vezes, os pacientes que se destacam durante as terapias e mostram interesse são incentivados a treinar de forma competitiva. É uma forma de potencializar ainda mais a reabilitação deles”, define Childerico.

Futebol para amputados do Ceir no Jogo da Inclusão(Foto: Ascom Ceir)
Para outras modalidades, como o futebol para amputados, também acontece da mesma forma. Os paratletas que dominam a partida nas quadras contam com a estrutura de qualquer jogo convencional, a diferença é que os competidores usam a desenvolta maestria para driblar com muletas. O time de amputados do Ceir já competiu em disputas nacionais.
Seja nas quadras, piscinas ou rodas de capoeiras, o esporte vem modificando a vida dos pacientes atendidos pelo Ceir. A instituição completa cinco anos de fundação, com mais de 420 mil atendimentos realizados, no próximo dia 5 de maio.

FONTE: www.piaui.pi.gov.br

sábado, 4 de maio de 2013

Ceir realiza mutirão e atende 180 pacientes neste sábado (4)

     
04/05/2013 por Thaís Araújo
  
    
 
   Cerca de 180 pacientes foram atendidos neste sábado (4) no mutirão do Centro Integrado de Reabilitação (Ceir). A atividade faz parte das comemorações pelos cinco anos de funcionamento do Centro, comemorado neste domingo, 5 de maio. Único centro do Piauí a trabalhar a reabilitação de pessoas com deficiência física ou motora, o Ceir já realizou cerca de 440 mil atendimentos desde a sua fundação.
  
   Os atendimentos  aconteceram durante toda a manhã, na sede do Ceir, na zona Sul de Teresina. Consultas médicas e avaliações terapêuticas foram realizadas, contando com a participação de praticamente toda a equipe multiprofissional do Centro. 
  
   Único centro do Piauí a reunir terapias e especialidades médicas em favor da reabilitação de quem tem dificuldades físicas ou motoras, o Ceir também recebe muitos pacientes de cidades do interior do Estado. A dona de casa Sandra Neri, por exemplo, mora em Beneditinos, cidade localizada a 91 km de Teresina, e veio neste sábado à capital exclusivamente para que seu filho, Francisco de Assis Neri, de seis anos, fosse atendido no mutirão do Ceir.
  
  Francisco nasceu aos seis meses e foi diagnosticado com paralisia cerebral causada por prematuridade. Há mais de um ano ele faz fisioterapia semanalmente no Ceir e, neste sábado, participou de avaliações para ser incluído em outras atividades desenvolvidas no centro, como fonoaudiologia e terapia ocupacional. “Meu filho já melhorou muito e hoje até consegue ficar de pé e dar alguns passos. Antes, ele tinha muito medo de cair por conta da falta de equilíbrio”, diz a mãe.
  
   De acordo com a coordenadora do Setor de Arquivo Médico e Estatística do Ceir, Bruna Lustosa, o objetivo do mutirão é dar celeridade aos atendimentos. Ela explica que este é o segundo mutirão realizado neste ano e o agendamento é feito pelo próprio médico que acompanha o paciente.
  
  Além do mutirão, neste sábado também aconteceu no Ceir um jogo de futebol entre o time masculino de amputados da instituição e o time feminino da Universidade Federal do Piauí (UFPI). 
 
    
  
Ceir já contabiliza 440 mil atendimentos em 5 anos
 
   Neste domingo, 5, o Ceir completa cinco anos de funcionamento e ultrapassou a marca dos 440.054 atendimentos. A instituição hoje é reconhecida como referência nacional na área, pois quem procura o Centro recebe um tratamento de reabilitação multiterápico e é assistido, em um só local, por médicos e outros profissionais de várias especialidades, entre elas: arteterapia, enfermagem, fisioterapia aquática e de solo, fonoaudiologia, musicoterapia, nutrição, odontologia, pedagogia, psicologia, reabilitação desportiva, serviço social e terapia ocupacional.
  
   Somente nos quatro primeiros meses deste ano, o Ceir já contabiliza 48 mil atendimentos realizados. Além dos serviços médicos e multidisciplinares, a instituição ainda mantém uma oficina ortopédica, um centro de diagnóstico e leva atendimento itinerante às cidades do interior do Piauí, através do projeto Ceir Móvel. Todos os serviços são ofertados gratuitamente, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
  
Programação do aniversário
 
   Nesta segunda-feira (6), a Assembleia Legislativa do Piauí realizará uma sessão solene para marcar o aniversário de cinco anos do Ceir. A proposta foi da deputada estadual Rejane Dias (PT).
  
  Antes da sessão, marcada para as 10 horas, o grupo de capoeira formado por pacientes do Centro, além de alunos da arterapia e musicoterapia, estará se apresentando na Alepi. Haverá, também, a prestação de serviços como a medição de pressão arterial e distribuição de material educativo sobre a prevenção de traumas e Acidente Vascular Cerebral (AVC).
  
   Na terça-feira (7), um café da manhã vai reunir autoridades municipais e estaduais aqui no Ceir, para comemorar o aniversário da instituição e demonstrar parte do trabalho desenvolvido ao longo desses cinco anos de funcionamento.
  
   Um dos segredos do sucesso do Ceir é o seu modelo de gestão: o Centro é uma realização do Governo do Estado do Piauí com apoio do Governo Federal, mas conta a administração da Associação Reabilitar, uma organização social sem fins lucrativos. Com isso, pode captar recursos particulares e receber doações e empresas e pessoas físicas, além de verbas públicas, favorecendo a manutenção do alto padrão de qualidade no atendimento.
  
   Até o final deste mês, ainda está prevista uma série de atividades comemorativas, como missa, culto evangélico, café da manhã para empresas parceiras e bazar do setor de Arterapia, entre outras ações.