domingo, 16 de dezembro de 2012

Capoeira trabalha reabilitação e inclusão de crianças com deficiência

O grupo abriu a roda em uma apresentação especial no espaço turístico da Ponte Estaiada.

  Maria Eduarda Costa Magalhães comemorava o aniversário de quatro anos quando sofreu um Acidente Vascular Cerebral, em 2009, e perdeu parte dos movimentos do lado esquerdo do corpo. A partir de então, a pequena passou por uma série de tratamentos na tentativa de melhorar aquilo que foi perdido. Nesse período, encontrou na capoeira um grande aliado para a reabilitação.

                       
 
  Crianças como Maria Eduarda buscam inspiração no esporte para driblar limitações e lutar pela reintegração à sociedade. Elas possuem diferentes tipos de deficiência física e recebem no Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) incentivo para a socialização através da capoeira, o que, para esses pacientes, significa um complemento ao tratamento realizado no Centro. Nesse sábado (15), o grupo de capoeira do Ceir abriu a roda em uma apresentação especial no espaço turístico da Ponte Estaiada Mestre João Isidoro França.
 
  O objetivo foi chamar a atenção das pessoas para a importância da reabilitação e da inclusão social, a exemplo do farmacêutico Sylvio Romano, que realizava caminhada na Avenida Raul Lopes, quando se deparou com o gingado em uma roda diferente. “Essa ação tem um grande mérito. Eles mostram um trabalho de responsabilidade social que usa o esporte para a inclusão”, diz Sylvio Romano.
 
  Durante a apresentação, a ponte recebeu iluminação verde em homenagem aos pacientes, familiares, colaboradores, voluntários, amigos e defensores da causa da reabilitação e da inclusão social das pessoas com deficiência física e/ou motora do Ceir.

                         
 
  O coordenador do setor de reabilitação desportiva do Centro, Childerico Robson, explica que a parceria entre instituição e família é essencial para a obtenção de resultados positivos. “A importância dos pais na capoeira é inestimável. São eles que determinam a freqüência dos filhos, o envolvimento e, consequentemente, o sucesso do trabalho”, destaca o educador físico, enfatizando que seu papel é tão somente fomentar o aprendizado para proporcionar a melhoria dos pacientes. “Eu só ajudo a fazer transbordar a força que existe dentro deles. Força usada para a superação de barreiras”, revela.
 
  Um trabalho que envolve sensibilidade e afetividade. Através da terapia, crianças com deficiência física usam o esporte para superar limites. No ritmo do berimbau, pacientes desenvolvem o equilíbrio e a coordenação. Mas um dos principais elementos ajustados com a atividade é a motivação. Maria Eduarda é uma dessas que não esconde a empolgação e, quando interrogada sobre o esporte, a paciente do Ceir expõe: “Eu amo a capoeira!”.
 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Crianças com deficiências usam capoeira para superar limites



14/12/2012 por Mayara Ferreira
  Não existe restrição para a prática do esporte. Crianças com idades, diagnósticos e necessidades diferentes encontram no ritmo do berimbau motivações para superar limites. O Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) trabalha coordenação, equilíbrio e socialização de pacientes através da capoeira. Neste sábado (15), o Ceir chamará a atenção da sociedade para a importância da reabilitação e da inclusão social por meio do esporte com uma apresentação especial do grupo de capoeira na Ponte Estaiada Mestre João Isidoro França, na Avenida Raul Lopes.
  A roda será aberta às 18 horas sob a iluminação verde da ponte. A cor será em homenagem aos pacientes, colaboradores, voluntários, amigos e defensores da reabilitação e da inclusão social das pessoas com deficiência física e/ou motora do Ceir.
  O pequeno Marcelo Cardoso, de cinco anos, participará da roda e mostrará que a capoeira ajuda a superar dificuldades. De acordo com a mãe de Marcelo, Rosa Lima, o esporte tem sido um bom aliado no tratamento feito na instituição. “Meu filho já se desenvolveu muito e eu sei que foi a capoeira que o ajudou a superar as dificuldades de se levantar, se manter de pé e correr. Para mim, é uma das melhores terapias do Centro”, observa.
  Além de ajudar no tratamento, o objetivo da reabilitação com a capoeira é quebrar preconceitos. O coordenador do setor de reabilitação desportiva, Childerico Robson, afirma que a sociedade deve aprender com as crianças a aceitar as diferenças. “As diferenças devem servir para aproximar, ao invés de separar as pessoas. A capoeira trabalha como ferramenta de inclusão social e arma de cidadania e reabilitação”, frisa Childerico Robson.
  Há mais de dois anos, o paciente Liédson Matheus da Silva, participa da roda de capoeira do Ceir e não esconde a empolgação. A mãe, Maria Nirinalda da Silva, conta que o esporte ajuda também na socialização. “Depois que começou a fazer capoeira, Matheus já consegue dar uns passinhos e, quando ele vê as outras crianças, ele se solta”, finaliza Maria.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Grupo de Capoeira do CEIR lança música (Ladainha) em evento

  O IV Batizado e Troca de Cordas dos Pacientes do CEIR, foi marcado por muitas surpresas, além de realizarem a "Puxada de Rede", foi também lançada uma música de capoeira, Ladainha (CAPOEIRA EFICIENTE), de autoria do paciente da instituição John Alves e cantada e adaptada pelo professor Childerico Robson. 
  Segue a Letra da música:

CAPOEIRA EFICIENTE
  
Berimbau já tá chamando
Vem de pressa venha ver
Capoeira eficiente
Essa que vamos fazer

Essa roda é diferente
De longe dá pra se ver
Mas ela é feita de gente
Feito eu,feito você

Dou armada, dou rasteira
Preste muita atenção
Canto alto,bato palmas
Respondo o coro meu irmão

Capoeira eficiente
É arte, é diversão
É gingar com o sentimento
É jogar com o coração.




segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Ceir abre roda de capoeira e realiza batizado de pacientes da reabilitação desportiva

03/12/2012 por Mayara Ferreira

 
  Ao som do berimbau, o Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) abriu uma roda de capoeira na manhã desta sexta-feira (30). Pacientes da reabilitação desportiva participaram do IV Batizado e Troca de Cordas do Ceir. Como prêmio, baseado no desempenho de cada um no esporte, 16 pacientes foram batizados e outros 12 trocaram de cordas, simbolizando o aumento da graduação.
 
  Na oportunidade foi realizado por nossos pacientes uma das manifestações folclóricas incorporadas a capoeira chamada: Puxada de Rede, que conta a história de um pescador que ao sair para o mar em plena noite para fazer o sustento da familia, despede-se de sua mulher que, em mau pressentimento, preocupa-se com a partida do marido e o assusta dizendo dos perigos de sair á noite, mas o pescador sai e deixa-a a chorar, e os filhos assustados. Também foi lançada uma Ladinha chamada: Capoeira Eficiente de autoria do paciente Jonh Alves e adaptada e cantada pelo Profº Childerico Robson
 
  José Lucas, de cinco anos, foi uma das crianças batizadas. A mãe de José, Beatriz Cardoso, comemora os avanços conquistados desde que passou a participar das aulas de capoeira no Centro. “Ele, que nasceu com paralisia cerebral, hoje tem um equilíbrio enorme por causa da capoeira”, destaca.
 
  Para a mãe da pequena capoeirista Nayara Beatriz, Anikele Santos, o mais importante do esporte é a socialização da criança. “Cada paciente apresenta diferentes limitações. Ainda assim, todos eles são bem integrados uns com os outros. Desde que começou a participar das aulas, há um ano, minha filha perdeu a timidez e se tornou mais comunicativa”, conta Anikele.
 
  A atividade desta sexta contou com grande participação dos pais das crianças. A mãe de Gabriel Ferreira, Eliane Ferreira, fala da importância da capoeira para o desenvolvimento do filho. “Gabriel caia muito, mas, com os treinamentos, já consegue se levantar sem dificuldade e consegue até correr”, diz.
 
  De acordo com o coordenador de reabilitação desportiva do Ceir, Childerico Robson, o apoio e envolvimento dos pais são essenciais para a reabilitação dos pacientes. “A capoeira auxilia as pessoas a quebrarem barreiras impostas pela sociedade. Esse trabalho vai proporcionar grandes contribuições para a formação dessas crianças”, frisa.
 
  Dando continuidade ao evento, neste sábado (1), será realizada a formatura do Mestre Pebança do grupo IÊ Berimbau, no ginásio Edmilson Jorge, no bairro Dirceu Arcoverde. As atividades do IV Batizado e Troca de Cordas dos Pacientes do Ceir são integradas ao grupo de capoeiristas IÊ Berimbau, que trabalha com a reinserção social de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade da zona Sudeste de Teresina.