Páginas

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Capoeiristas do Ceir participam da abertura da Feira Piauí Negócios

Por Diego Rodrigues

O grupo de capoeira formado por pacientes do Centro Integrado de Reabilitação se apresentou nesta quinta-feira (25) durante a abertura da Feira Piauí Negócios, realizada no Atlantic City. Atendendo ao pedido da empresa Nutrydiet para se apresentar no evento, o grupo encantou o público presente.

“O trabalho de reabilitação física e motora através da prática da capoeira é realizado há sete anos no Ceir. A terapia ajuda não apenas na reabilitação física, mas no próprio comportamento das crianças. Temos algumas empresas da iniciativa privada que apoiam esse projeto, como no caso da Nutrydiet, a quem agradecemos pela parceria”, explica Childerico Robson, supervisor de Reabilitação Desportiva do Centro.
Suziane Dantas, mãe do capoeirista Marco Antônio, de quatro anos, comenta os benefícios da prática esportiva para seu filho, que também faz terapia ocupacional e sessões de fonoaudiologia no Centro. “Antes ele caía muito, hoje ele já não cai mais. A coordenação motora melhorou muito e ele gosta bastante tanto das aulas como das apresentações de capoeira”, diz.

A Feira Piauí Negócios segue até este sábado (27), de 18 às 23 horas, no espaço 1 do Atlantic City. O evento tem como objetivo também dinamizar a realização de contatos empresariais e otimizar os processos de vendas desde a prospecção de consumidores em potencial até a sua fidelização efetiva com o cliente.

Algumas fotos da apresentação: 

  
 

 

 

 

 

 

Copa Paralímpica de Teresina reúne disputas em 10 modalidades

Por Neyla do Rêgo Monteiro

No esquenta para os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, atletas do Piauí vão mostrar dentro das quadras, pistas, piscinas e em frente às meses e redes, todo o talento na VIII Copa Paralímpica de Teresina. A abertura oficial da competição aconteceu na manhã desta quinta-feira (28) e deu largada às disputas em 10 modalidades individuais e coletivas.

Já incluso dentro do calendário de aniversário da cidade, o evento é um dos poucos que movimenta o paradesporto local, mas que tem grande importância na fomentação da prática esportiva entre as pessoas com algum tipo de deficiência.

- Nesses últimos quatro anos nós temos intensificados esse trabalho ao paradesporto, inclusive com a criação de uma divisão na secretaria. É um evento que a gente tenta notificar todas as entidades que trabalham com as pessoas que possuem necessidades especiais. É uma maneira de estarmos incentivando essas pessoas a praticarem algum tipo de atividade física - destacou João Henrique Rufino, secretário municipal de esporte e lazer.


Responsável pelo projeto social de badminton no Parque Itararé, o treinador Fernando Vieira é um dos que comemora a realização da Copa Paralímpica. Vendo aos poucos o Parabadminton ganhar seu espaço, o professor da ASBADGI destacou a competição também como forma fortalecer alguns talentos.

- A modalidade está sendo reconhecida agora pela academia paralímpica e sendo inclusa nas Paralimpíadas. A gente já tem os atletas que iniciaram a modalidade há algum tempo, mas precisamos dar uma alavancada para chegarmos no cenário nacional e pensar na vaga das Olimpíadas. A gente tem feito esse trabalho desde 2008 e todo anos estamos aqui, já que é um evento que faz parte do calendário - disse Fernando.

Com o Piauí conseguindo seu espaço em modalidades como natação, basquete em cadeira de rodas, badminton, canoagem e também no tiro com arco, às disputas também servem para atrair novos competidores e ampliar a extensão de todo o trabalho feito.

Dentro do Centro Integrado de Reabilitação, o CEIR, o educador físico Childerico Robson, é um dos profissionais que tem ampliado as possibilidades do esporte através da reabilitação. Mesmo satisfeito com o que os paratletas piauienses tem feito até aqui, o supervisor esportivo da entidade quer mais e sabe que a competição local é uma peça-chave para que as conquistas sejam ainda maiores.

- Um evento como esse vem para dar vazão a tudo isso que a gente vem buscando ao longo dos anos. Cada vez mais, massificar o paradesporto e buscar que outras pessoas pratiquem. Mostrar que existe essa comunidade praticante no Estado e que, nesse trabalho de formiguinha, possamos conseguir outros atletas e quem sabe, um dia espaço em Seleções Brasileiras, Paralimpíadas e campeonatos mundiais - destacou.

Childerico destacou a importância do esporte na reabilitação (FOTO: Jailson Soares/5esportes)

Campeão Sul-Americano com a Seleção de Basquete em Cadeira de Rodas, em 2012, Zé Filho promete fazer bonito na competição. Além das disputas no basquete, a aposta na veia de multiatleta o faz chegar confiante para o que pode também pode fazer no badminton e na canoagem.

- Para mim, é uma experiência melhor para o meu rendimento dentro da competição. E para nós isso é uma benção, porque era só o basquete e agora tem badminton, canoagem, que é uma aprendizagem para nós mesmos. É um incentivo para o deficiente que acaba ficando só em casa. A gente está aqui também incentivando os atletas que estão entrando agora e mostrar que dá para fazer muita coisa, vai depender só dele - contou.

A Copa Paralímpica vai reunir disputas no basquete, handebol, badminton, natação, tênis de mesa, atletismo, tiro esportivo, tiro com arco, futsal e canoagem. As competições começam nesta sexta-feira (26) com os jogos de basquete, handebol e badminton.


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

CEIR PARTICIPA DE EVENTOS NO 25° BC

O CEIR (Centro Integrado de Reabilitação), entidade sem fins lucrativos, que visa realizar atendimentos de média e alta complexidade, voltados para pessoas com deficiência, participou de vários eventos no Batalhão envolvendo seus pacientes/alunos, dentro do contexto da Semana do Soldado.
A programação teve início no dia 9 de agosto, com a realização de uma partida de futsal entre o time adulto de amputados daquele Centro e uma equipe do 25° BC. 
No dia 11 de agosto, 20 crianças do CEIR, participaram das seguintes atividades no 25ºBC: Hasteamento do Pavilhão Nacional; palestra sobre os feitos heroicos dos diversos patronos existente no Exército Brasileiro passeio de viatura pela OM; Formatura do Batalhão e finalizaram o dia com uma roda de capoeira.
Encerrando o ciclo da programação, no dia 17 de agosto, o Dr. Benjamim Pessoa Vale do CEIR realizou uma palestra sobre Trauma e AVC para os militares da OM.






domingo, 21 de agosto de 2016

Pacientes da Capoeira participam do VII Batizado e Troca de Cordas

Pacientes do Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) participaram, neste sábado (20), do VII Batizado e Troca de Cordas da instituição, no ginásio Edmilson Jorge, no bairro Dirceu, zona Leste de Teresina. A capoeira tem ajudado na reabilitação de um grupo de 25 crianças que fazem tratamento no Centro. Na oportunidade, sete crianças participaram da troca de cordas.

O coordenador da Reabilitação Desportiva do Ceir, Childerico Robson, afirma que a grande importância do evento é incluir as crianças no ambiente típico da capoeira. “O importante é incluir, trazer os meninos para um ambiente convencional da capoeira e quem ganha mais são os outros capoeiristas que estão aqui de outros estados, de outros municípios, que vão ter a oportunidade de interagir, trocar ideias com os nossos meninos. Então a sociedade inteira tem a ganhar com um evento dessa magnitude”, ressalta.


As crianças da capoeira do Ceir realizaram a apresentação “Puxada de Rede”, que é uma manifestação representando a pesca do xaréu, peixe comum em boa parte do litoral brasileiro. Antigamente a pesca era feita com redes de arrasto e esse elemento foi inserido na capoeira.


De acordo com Childerico Robson, a apresentação realizada pelas crianças do Ceir é inédita em outros lugares. “A Puxada de Rede no nível que a gente faz aqui, com uma turma de crianças com deficiência, somente nós fazemos, não temos conhecimento de outras pessoas que façam isso em outro local. E esse ano é a segunda vez que a gente faz essa apresentação”, comenta Childerico.


Entre as crianças que participaram do evento, estava Ozires Maia, acompanhado do seu pai, Milton Maia, que aproveitou uma folga no trabalho para acompanhar o filho na atividade. “Esses eventos da capoeira ajudam muito na melhora do Ozires. Há oito anos ele recebe tratamento no Ceir, e há dois ele participa da capoeira. A cada dia notamos melhoras”, afirma Milton Maia.


Na oportunidade, o evento reuniu mestres, contramestres e professores de todo o Estado, e foi promovido pelo grupo de capoeiristas IÊ Berimbau. Entre eles, estava também o jovem Romário Morais, que teve uma paralisia cerebral na infância e foi paciente do Ceir. No próximo mês de novembro, Romário se tornará um graduado em capoeira. A mãe de Romário, Vanildes Morais, afirma que a prática esportiva ajudou no desenvolvimento do jovem.


“O Romário pratica a capoeira há 14 anos. Nesse tempo, ele evoluiu bastante. Hoje ele já é capaz de fazer alguns movimentos e melhorou a coordenação motora. Toda vez que o Ceir promove esses eventos o professor Childerico convida a gente”, afirma Vanilde Morais.



Confira algumas fotos:



quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Palestra educativa encerra atividades do Ceir no 25BC

Na manhã desta quarta-feira (17), militares do 25° Batalhão de Caçadores do Piauí (25BC) participaram de uma palestra dos projetos Pense Bem AVC e Pense Bem Trauma, ministrada pelo médico neurocirurgião Benjamim Pessoa Vale.

O subcomandante do 25BC, tenente coronel Taumaturgo Farias, destacou a importância da conscientização dos militares por meio do projeto. “Agradecemos ao Dr. Benjamim, por ter transmitido esse conhecimento, que será repassado por nós para a sociedade”, afirma.

Os projetos Pense Bem Trauma e Pense Bem AVC são iniciativas da Associação Reabilitar, em parceira com o Centro Integrado de Reabilitação (Ceir). O projeto Pense Bem Trauma busca conscientizar crianças, jovens e adultos sobre a prevenção de acidentes que provocam traumas na cabeça e na coluna. Já o projeto Pense Bem AVC alerta a população para os fatores de risco do Acidente Vascular Cerebral (AVC). “Trabalhamos o Projeto Pense Bem nas escolas, empresas e instituições, no dia a dia, buscando conscientizar toda a sociedade”, afirma Benjamim Pessoa Vale.

A palestra encerra as atividades desenvolvidas pelo Ceir e pelo 25BC em alusão ao Dia do Soldado.


Confira algumas fotos:

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Inclusão: Crianças do Ceir jogam capoeira com militares no 25BC

Uma das lutas da pessoa com deficiência é a conquista de cada vez mais espaços na sociedade. Nesta quinta-feira (11), uma parceria entre o Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) e o 25° Batalhão de Caçadores do Piauí (25BC) quebrou paradigmas e proporcionou uma experiência inédita.

Pacientes do Ceir vivem experiência inédita no 25BC. (Foto: Ascom Ceir)
De um lado: militares do Exército Brasileiro em mais um dia de rotina. Do outro: crianças vivenciando um Dia de Soldado, que já está marcado em suas memórias. “Elas estão conhecendo um novo mundo e percebendo que também fazem parte dele”, comenta, emocionada, Adalgiza Teles, mãe do pequeno Cauã Coutinho, 4 anos, que pratica capoeira desde o primeiro ano de vida no Ceir.

As 20 crianças foram recebidas no 25BC com hasteamento da bandeira nacional, exposição sobre a história do Exército e materiais usados por militares, desfile de tropas, entre outras atividades. E, ainda, desfilaram em viatura militar e presenciaram uma formatura realizada especialmente para elas, com direito a banda e coro.

Segundo Childerico Robson, supervisor da Reabilitação Desportiva do Ceir, o trabalho do Centro, além da reabilitação, é também a inclusão social. “Parcerias como essa aproximam as instituições e mostram para os nossos pacientes que podemos sim quebrar barreiras e realizar transformações sociais e, principalmente, em suas vidas”.

O comandante do 25BC, o coronel Marcos Paulino, elogiou o trabalho do Centro e reforçou que “o Batalhão está de portas abertas para momentos especiais como esse”.

Para finalizar, uma roda de capoeira foi realizada entre as crianças e os militares, que caíram no ritmo do berimbau e mostraram que todos podem jogar pela inclusão da pessoa com deficiência na sociedade, gingando ou não.